quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Quando os problemas surgirem


Sempre nos depararmos com problemas no nosso dia-a-dia, e na maioria das vezes nós não queremos enfrentá-los, pelo contrário, almejamos que os outros resolvam por nós. Ao escrever o livro dos provérbios, Salomão nos diz de forma enfática "Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena" (Pv 24:10). Com estes dizeres, o sábio Salomão nos induz a pensar que diante dos desafios e problemas que surgem, o correto é tomarmos uma iniciativa rápida para dirimi-los, antes que os mesmos tomem proporções maiores. Quando Davi se deparou com o gigante Golias no Vale do Carvalho (I Sm 17:26), ele não viu aquele "gigante" como um problema insolúvel para o seu povo. Pelo contrário, aquela problemática toda, iria lhe proporcionar uma experiência a mais no seu currículo. E quando Davi percebe que haveria uma tríplice premiação (I Sm 17:25) para quem desse fim àquele personagem tão temido pelos seus irmãos (I Sm 17:24), e consequentemente isso viesse trazer alívio à nação de Israel, o filho de Jessé se prontifica a dar um basta naquela situação (I Sm 17:32). Agora, vamos e venhamos. Como você está vendo os problemas que surgem à sua volta? Será que você está achando que Deus te abandonou? Lembre-se disso, com problemas ou sem problemas, Deus sempre vai estar com você (Mt 28:20b).
Por Evangelista José Carlos Parra

Todo progresso tem o seu preço


O desmatamento nas florestas brasileiras começou no instante da chegada dos portugueses ao nosso país, no ano de 1500. Naquela época, as terras aqui eram tidas pelos colonizadores, como "terras de ninguém". Interessados no lucro com a venda do pau-brasil na Europa, os portugueses iniciaram a exploração da Mata Atlântica. As caravelas portuguesas partiam do litoral brasileiro carregadas de toras de pau-brasil para serem vendidas no mercado europeu. Enquanto a madeira era utilizada para a confecção de móveis e instrumentos musicais, a seiva avermelhada do pau-brasil era usada para tingir tecidos.Desde então, o desmatamento em nosso país foi uma constante. Depois da Mata Atlântica, foi a vez da Floresta Amazônica sofrer as conseqüências da derrubada ilegal de árvores. Em busca de madeiras de lei como o mogno, por exemplo, empresas madeireiras instalaram-se na região amazônica para fazer a exploração ilegal.Embora os casos da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica sejam os mais problemáticos, o desmatamento ocorre nos quatro cantos do país. Além da derrubada predatória para fins econômicos, outras formas de atuação do ser humano tem provocado o desmatamento. A derrubada de matas tem ocorrido também nas chamadas frentes agrícolas. Para aumentar a quantidade de áreas para a agricultura, muitos fazendeiros derrubam quilômetros de árvores para o plantio.O crescimento das cidades também tem provocado a diminuição das áreas verdes. O crescimento populacional e o desenvolvimento das indústrias demandam áreas amplas nas cidades e arredores. Áreas enormes de matas são derrubadas para a construção de condomínios residenciais e pólos industriais. Rodovias também seguem neste sentido. Cruzando os quatro cantos do país, estes projetos rodoviários provocam a derrubada de grandes faixas de florestas.Como vimos acima, o progresso econômico e financeiro de nosso país, ao longo desses mais de trezentos anos, ocorreu com consequências gravíssimas ao meio ambiente, ou seja, um preço altíssimo estamos pagando em decorrência disso. E não quero aqui nesse texto, me prender somente às questões ambientais e históricas, mas faço dessa parte introdutória, um pano de fundo para falar sobre o preço alto que nós pagamos em decorrência de nosso progresso espiritual. É sabido de todos, que ninguém progride espiritualmente, sem antes pagar um preço. Não se trata aqui de pagar pela "Salvação", se isso acontecesse, iríamos cair na velha fórmula utilizada pela "Igreja" no perído que antecedeu a Reforma Protestante no século XVI, onde os cristãos poderiam ter os seus pecados aniquilados, caso comprassem as chamadas "Indulgências". O preço que estou tratando aqui, se refere a renúncias no nosso dia-a-dia.Após fazer um discurso em sua defesa, censurando os Fariseus, o Senhor Jesus esclareceu os seus discípulos a respeito da necessidade de se pagar um preço muito alto, caso os discípulos quisessem ter uma vida de êxito espiritual. E Ele começa dizendo da seguinte forma: "... Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me." (Mt 16:24). Nesse versículo podemos extrair duas lições expressivas. Em primeiro lugar, o Mestre amado não obriga ninguém a seguí-lo, deixa as pessoas tomarem as suas próprias decisões, pois Deus deixou o livre arbítrio ao ser humano. Já em segundo lugar, o Senhor Jesus faz uma exigência notável, que eu considero aqui nesse texto o destaque principal, que é a questão da renúncia.É impossível seguir a Jesus sem pagar esse preço, tanto é, que o Mestre amado, deixa-nos claro, que seguí-lo implica primariamente em renunciar a si mesmo. E o termo "renuncie-se a si mesmo", está se referindo ao esvaziamento do ser humano, para dar lugar e ênfase ao Espírito Santo. O Apóstolo Paulo disse da seguinte forma aos irmãos da galácia, "... e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim." (Gl 2:20). Com esses dizeres de Paulo, está mais do que claro, que o Apóstolo dos gentios tinha de fato aprendido a lição com o seu professor por excelência, a ponto de dizer aos coríntios, "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo" (I Co 11:1). Caso você prezador leitor, queira ter êxito na sua vida espiritual, lembre-se sempre, todo progresso tem o seu preço. Deus o abençoe!
Por Evangelista José Carlos Parra

Regras: será que precisamos delas?


Lí semana passada numa das revistas mais circuladas do nosso país, uma reportagem que me chamou a atenção, e o tema da reportagem era esse: "A vida com instruções". E no desenrolar da reportagem, o escritor com toda prudência necessária, fala sobre alguns ítens que o leitor precisa assimilar para que no seu seu dia-a-dia o relacionamento interpessol seja saudável, para que ele possa se dar bem na vida em todos os sentidos. Na vida do cristão não é diferente. Quando Deus criou o primeiro casal lá no Jardim do Éden, Ele imediatamente formula uma regra (Gn 2:16,17), e essa regra precisaria ser cumprida para que o casal vivesse de forma prazerosa, e usufruísse das inúmeras regalias existentes ali. Mas, o que eu e você sabemos, ocorreu exatamente o oposto( Gn 3:6). Os nossos primeiros pais enveredaram por um caminho que não correspondia com a vontade divina, cometendo um mau irremediável. E o interessante desse texto, é que Deus não os proíbe de tomar e comer do fruto, mas faz uma sincera recomendação, "... porque, no dia dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gn 2:17). Com essa afimação, Deus não excluíu do primeiro casal o livre arbítrio, ou seja, o poder de optar.
Mas as consequências foram inevitáveis:
Para Adão Deus disse: "No suor do teu rosto, comerás o teu pão" Gn 3:19;
Para Eva Deus também disse: "Com dor terás filhos" Gn 3:16.
No livro dos Juízes, encontramos histórias bem parecidas. Temos por exemplo a história de um jovem que teve a sua vida espiritual e física comprometidas, simplesmente por não obedecer preceitos colocadas por Deus. Antes mesmo de nascer (Jz 13:3,4), o Anjo do Senhor adverte a sua mãe a respeito de algumas regras que ele precisaria obedecer ao longo de sua vida. Como você e eu conhecemos essa história, o nome desse gigante em forças, era Sanção. Um moço admirado pela bravura e coragem, tinha forças físicas jamais percebidas (Jz 15:15), más por falta de cautela, e por não acatar as recomendações do Anjo do Senhor, veio a desobedecer a Deus, contando o segredo da sua admirável força (Jz 16:17) a uma mulher que fora contrada por dinheiro (Jz 16:5). As consequências para o jovem Sansão, não foram das melhores, o texto sagrado nos informa, que a primeira consequência foi físisca (Jz 16:21), e a segunda e última, ele pagou com a sua própria vida (Jz 16:30). Agora, vamos e venhamos, será que não é melhor guardarmos os preceitos do Senhor, ao invés de consequências nefastas nos atingirem? Pensemos nisso!
Por Evangelista José Carlos Parra

Onde está a tua coroa?


Uma das grandes preocupações do ser humano, além da vida, é em proteger o seu patrimônio. E patrimônio numa linguagem ampla pode se referir a vários tipos de bens (moral, cultural, financeiro, econômico e espiritual). Ao escrever uma carta direcionada ao pastor da Igreja de Filadélfia, sob orientação do Senhor, o Apóstolo João redige às seguintes palavras: "... guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa" (Ap 3:11), e com essas expressões, o nosso Senhor estava configurando no coração daquela Igreja, um certo cuidado com relação ao seu inimigo maior. Satanás! Hoje sabemos, que se quisermos ter uma vida espiritual robusta, precisamos levar uma vida regrada pela Palavra de Deus, e monitorada pelo Espírito Santo. Se isso não acontecer, estaremos propensos a entrar em decadência espiritual. Portanto, sejamos cuidadosos, com o nosso bem maior, que denominamos de Salvação. Deus te abençoe prezado leitor!
Por Evangelista José Carlos Parra

É tempo de preparação


É comum ouvirmos, mensagens do tipo, "Deus vai te tirar desse calabouço", "você não nasceu para sofrer", e assim por diante, pelos programas televisivos, radiofônicos e pela Internet, e até mesmo no púlpito de muitas Igrejas. Não acho isso totalmente errado, os crentes em Jesus estão precisando de palavras de esperança, principalmente por vivermos em um mundo tão conturbado. Mas só isso? Dificilmente se houve alguém dizer, você está preparado para a volta de nosso senhor e salvador Jesus Cristo? Quando o profeta Amós se dirigiu ao povo de Israel com uma mensagem dos céus (Am 4:12), ele foi bastante enfático: "...prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus." É óbvio que essa mensagem foi dirigida a um povo que estava afastado do Senhor, e não a uma pessoa individualmente, mas disse com todas as letras, o que era necessário o povo fazer para sair daquele estágio caótico. Agora, nós, que fazemos parte da Igreja, e que estamos percebendo os sinais acontecendo, e que tudo indica que Jesus está prestes a buscar a Igreja, o que estamos fazendo, em termos de preparo para este tão grande dia? Há uma urgência! Quando lemos a parábola das Dez Virgens (Mt 25:1-13), notamos que todas eram virgens, todas levavam azeite, todas tinham o mesmo objetivo (encontrar com o noivo), mas somente cinco delas tinham azeite o suficiente para esperar o regresso do noivo, ou seja, somente cinco estavam totalmente preparadas para aquele grande encontro. E você prezado leitor, como está a sua vida? Se Jesus voltar agora, como está você espiritualmente falando? Ele prometeu aos discípulos (Jo 14:3) dizendo: "...virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também." Portanto, estejamos preparados para esse tão avultado dia. Deus te abençoe!
Por Evangelista José Carlos Parra

Quando as mudanças são desnecessárias


A todo tempo, ouvimos notícias sobre mudanças que estão ocorrendo no clima, desmatamento, poluição dos mares e, claro, também sobre os trabalhos dos cientistas para reverter ou amenizar os impactos que o meio ambiente vem sofrendo. Na vida espiritual, os impactos do mundo pós-moderno tem levado muitas pessoas a mudarem de postura, perdendo a verdadeira identidade cristã. É comum nos depararmos com pessoas que tiveram as suas vidas extremamente mudadas, simplesmente por terem deixado de acreditar nas promessas de Deus (Jo 20:27), ou simplesmente por uma questão de desobediência. Há alguns dias atrás, eu estava conversando com um irmão, e ele me contou que tinha tido uma conversa com uma pessoa querida sua, e essa pessoa lhe disse: "Agora que eu sou 'crente', antes eu era um tapado, hoje frequento bailes, tomo todas, isso que é vida". Mas, o irmão que me contou essa história, estava extremamente decepcionado, exatamente por ter esse integrante da família como um referencial. Por que será que essas mudanças aconteceram? O Senhor Jesus foi categórico em suas palavras: "E, por se multiplicar as iniquidades, o amor de muitos se esfriará" (Mt 24:12). Já o Apóstolo Paulo cita em II Tm 4:10, que Demas (seu "companheiro" de viagens), havia lhe desamparado, por ter "amado" o presente século.As mudanças são necessárias? Você pode estar peguntando. Claro que sim! Desde que ocorram dentro da vontade divina, e regradas pela palavra do Senhor. A Bíblia é recheada de mudanças, o Apóstolo Paulo por exemplo, mudou completamente a sua vida. De exterminador de cristãos, a evangelizador de gentios (At 9:15-16). Agora, mudanças para pior, basta as climáticas. Deus te abençoe!
Por Evangelista José Carlos Parra