quarta-feira, 18 de maio de 2011

Seja um vencedor!

O homem hodierno está contemplando coisas nefastas proliferadas pela ação preponderante da natureza. Recentemente o mundo todo presenciou mais uma de suas ações. Vidas foram ceifadas, houve uma perca econômica por parte da 3ª economia do mundo (o Japão). Embora o pais nipo vem demonstrando para o mundo a sua capacidade de superação diante de catástrofe, mais uma vez os nossos irmãos orientais estão diante de mais um desafio. O que fazer para superar uma crise dessa envergadura? Planejamentos e ações precisam ser construídos para reverter uma situação tão desesperadora. Na nossa vida espiritual não é diferente. Para enfrentarmos uma situação desesperadora requer de nossa parte, planos bem delineados e ações precisas. Em seguida, perceberemos alguns exemplos de pessoas que diante de circunstâncias difíceis acabaram se superando, dando-nos lições jamais vistas. 1° Exemplo: José, embora fiel a Deus e ao seu pai, passa por momentos difíceis, acaba sendo preso sem o devido processo legal, pois o que a mulher de Potifar disse foi tido como verdadeiro, más após todas essas dificuldades, assume o posto de governador numa terra estranha; 2° Exemplo: O caso de Davi, apesar de ter sido consagrado rei, passou por uma série de testes antes, até que o tempo de Saul terminasse dentro dos planos divinos. Diante desses apontamentos, saiba prezado leitor que a sua situação não está acabada, existe uma solução para você. Jesus! Portanto, supere tudo isso confiando em Deus e planejando ações precisas e coerentes. Deus te abençoe!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sobrevivendo em dias difíceis


A palavra sobreviver está relacionada com as seguintes definições: 1 – viver depois da morte de outrem; 2 – escapar; 3 – durar. Portanto, não estamos nos referindo a algo tão fácil assim. Os membros da Igreja do Senhor Jesus estão vivenciando dias extremamente difíceis. Pois a onda de corrupção moral e espiritual está atingindo vidas, e levando-as a um distanciamento irreversível da Palavra de Deus. A Bíblia o nosso manual por excelência apresenta-nos pessoas que por uma ambição desenfreada acabaram se desviando do alvo, agindo de forma inconseqüente. Como primeiro exemplo, temos a esposa de Adão que após ser persuadida acabou optando por tomar do fruto proibido, almejando com isso ser igual a Deus. Como segundo exemplo, temos o caso de Acã que não ouvindo as recomendações do Senhor, subtraiu para si coisa alheia e sofreu uma punição divina. Por fim, temos os filhos de Eli que não se contentando com o necessário, tomaram do que era sagrado em benefício próprio. Apesar de todos esses declínios espirituais e morais dos personagens citados acima, sempre alguns acabaram se salvando. No caso dos contemporâneos dos filhos do sacerdote Eli, Deus manteve intacto um representante seu, que foi o profeta Samuel. E o interessante nesse episódio é que Deus cortou relacionamentos com os corruptos, e desejou falar com o compromissado com a sua Palavra. Diante do exposto, percebe-se que Deus sempre estará com aquele que deseja se manter intacto, espiritualmente falando. Como está você em meio a essa onda de corrupção moral e espiritual? Você sobreviverá ou se deixará levar pelos menos cautelosos? Pense nisso!

Por Ev. José Carlos Parra

domingo, 18 de maio de 2008

Onde está você?



Quando os nossos primeiros pais pecaram, a primeira decisão tomada foi tentar se esconder de Deus (Gn 3:8). A tentativa foi salutar, mas sem êxito algum. Porque de Deus ninguém se esconde. O salmista Davi deixa-nos claro que a onipresença de Deus é algo inerente à sua personalidade. “Cercas o meu andar e o meu deitar; e conhece todos os meus caminhos”. (Sl 139:3). Nos dias atuais as pessoas agem de forma similar, acreditando que nunca aquele tipo de prática virá à tona. Mas, como eu você sabemos, nada fica oculto. Alguém ou a própria pessoa acaba revelando uma ação ou prática realizada, pois a obscuridade é inevitável. Nós temos um exemplo bastante conhecido na Bíblia, o rei Davi cometeu um deslize gravíssimo, cometeu praticamente dois pecados ao mesmo tempo – adultério e homicídio (II Sm 11 e 12). E, na mente de Davi, Deus tinha dado por acabado àquelas ações. Tremendo equívoco. Deus usa o profeta Natã para repreendê-lo. Como você está agindo no seu dia-a-dia? Uma lembrança para todos nós. Deus vê todas as coisas, e o mesmo Senhor trará a juízo todas as nossas ações. Não podemos nos esquecer da Lei da Semeadura. “Porque tudo que o homem semear, isso também ceifará”. (Gl 6:7). Deus te abençoe!

terça-feira, 8 de abril de 2008

Uma explicação sobre as Células Tronco

Transferindo Culpas


Essa história é muito antiga! Quando os nossos primeiros pais ocuparam o Jardim do Éden, local destinado e escolhido por Deus para abrigar a “obra prima” da criação, lá eles foram estabelecidos para lavrar, guardar (Gn 2:15) e procriarem, com um porém, jamais tomar do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Mas, como é de seu conhecimento, a esposa de Adão, longe dos olhares do marido, e esperando chegar a um patamar de conhecimento igual a Deus, porque ela foi ludibriada e engodada pela serpente (II Co 11:3), tomou do tal fruto “proibido”. Até aí tudo bem. O próprio marido acabou cedendo, e também participando do banquete. Agora chegou o momento conturbado da situação. Deus começa a “procurar” por Adão no Jardim. Onde estás? Indaga Deus. E Adão resolve se manifestar: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Agora começa a sessão de esquivos. Adão mais que prontamente diz com todas as letras: “... a mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi”. Diante da confissão de Adão, Deus vai atrás do segundo possível culpado – a mulher. E Ele se depara com a seguinte confissão: “A serpente me enganou, e eu comi”. Deus vai agora atrás do terceiro possível culpado – a serpente. E nem dá oportunidade de defesa para a serpente, já vai logo proferindo a sentença: “Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que toda besta e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida”. Eu não estava lá, e nem você, mas eu fico a imaginar, Adão deve ter olhado para Eva, e dito: “Estamos livres”. Mas foi um ledo engano. Deus se vira para o casal e começa a proferir sentenças que seriam transferidas para as próximas gerações. Que calamidade! Para a mulher Deus diz de forma severa: “... Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos... o teu marido, ele te dominará. Agora chega a vez de Adão: “Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher... maldita é a terra por causa de ti...”. Como vimos acima, a tática de tentar transferir culpas é usada desde os nossos primeiros pais. O Brasil presenciou no último dia 29 a morte da garotinha Isabella Nardoni, crime bárbaro, e eu estou torcendo, bem como, todos os brasileiros que o culpado apareça o mais rápido possível. E que a justiça tome as devidas providências cabíveis de acordo com as leis vigentes do nosso país. Não quero aqui em hipótese alguma, culpar alguém, mas que as escusas já começaram, isso eu posso afirmar. Agora, de uma coisa estou certo. A justiça fará de tudo para acarear as coisas. E se porventura isso não acontecer, tem um Deus que tudo vê (Sl 139:2) , e Ele um dia chamará essa pessoa para uma prestação de contas. Que a justiça seja feita. Deus te abençoe.
Por Evangelista José Carlos Parra

sábado, 5 de abril de 2008

A Teologia da prosperidade à luz da Bíblia

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, tem sido apregoada aos quatro cantos do mundo um ensino exagerado sobre a prosperidade cristã. Segundo este ensinamento, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Neste estudo, procuraremos examinar o assunto à luz da Bíblia, buscando entender a verdadeira doutrina da prosperidade.

I - O QUE É PROSPERIDADE.
No Dic. Aurélio, encontramos vários significados em torno da palavra prosperidade.:

1. PROSPERIDADE (do lat., prosperitate). Qualidade ou estado de próspero; situação próspera.

2. PROSPERAR. Tornar-se próspero ou afortunado; enriquecer; ser favorável; progredir; desenvolver.

3. PRÓSPERO. Propício, favorável, ditoso, feliz, venturoso.

4. BIBLICAMENTE, prosperidade é mais que isso. É o que diz o Salmo 1. 1-3.


II - A MODERNA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

1. NOMES INFLUENTES.

1.1. KENYON. Nasceu em 24.04.1867, Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19.03.48. Nos anos 30 a 40, desenvolveram-se os ensinos de Essek William Kenyon. Segundo Pieratt (p. 27), ele tinha pouco conhecimento teológico formal. "Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy" (Gondim, p. 44), fundadora do movimento herético "Ciência Cristã", que afirma que a matéria, a doença não existem. Tudo depende da mente. Pastoreou igrejas batistas, metodistas e pentecostais. Depois, ficou sem ligar-se a qualquer igreja. De acordo com Hanegraaff, Kenyon sofreu influência das seitas metafísicas como Ciência da Mente, Ciência Cristã e Novo Pensamento, que é o pai do chamado "Movimento da Fé". Esses ensinos afirmam que tudo o que você pensar e disser transformará em realidade. Enfatizam o "Poder da Mente".

1.2. KENNETH HAGIN.

Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20.08.1918, em McKinney, Estado do Texas, EUA. sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc 11.23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da "Confissão Positiva".

Foi pastor de uma igreja batista (1934-1937); depois ligou-se à Assembléia de Deus (1937-1949), em seguida passou por várias igrejas pentecostais, e , finalmente, fundou seu próprio ministério, aos 30 anos, fundando o Instituto Bíblico Rhema. Foi criticado por ter escrito livros com total semelhança aos de Kenyon, mas defendeu-se , dizendo que não era plágio, que os recebera diretamente de Deus.

OUTROS.

Kenneth Copeland, seguidor de Haggin, diz que "Satanás venceu Jesus na cruz" (Hanegraaff, p. 36). Benny Hinn. Tem feito muito sucesso. Diz que teve a revelação de que as mulheres originalmente deveriam dar à luz pelo lado de seus corpos (id., p. 36). Há muitos outros nomes, mas este espaço do estudo não permite registrá-los.


III - OS ENSINOS DO EVANGELHO DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

Os defensores da "teologia ou do evangelho da prosperidade" baseiam-se em três pontos a serem considerados:

1. AUTORIDADE ESPIRITUAL.

1.1. PROFETAS, HOJE.

Segundo K. Hagin, Deus tem dado autoridade (unção) a profetas nos dias atuais, como seus porta-vozes. Ele diz que "recebe revelações diretamente do Senhor"; "...Dou graças a Deus pela unção de profeta...Reconheço que se trata de uma unção diferente...é a mesma unção, multiplicada cerca de cem vezes" (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7).

O QUE DIZ A BÍBLIA:

O ministério profético, nos termos do AT, duraram até João (Mt 11.13). Os profetas de hoje são os ministros da Palavra (Ef 4.11). O dom de profecia (1 Co 12.10) não confere autoridade profética.

1.2. "AUTORIDADE DAS REVELAÇÕES".

Essa autoridade deriva das "visões, profecias, entrevistas com Jesus, curas, palavras de conhecimento, nuvens de glória, rostos que brilham, ser abatido (cair) no Espírito", rejeição às doenças, ordenando-lhes que saiam, etc. Ele diz que quem rejeitar seus ensinos "serão atingidos de morte, como Ananias e Safira" (Pieratt, p. 48).

O QUE DIZ A BÍBLIA.

A Palavra de Deus garante autoridade aos servos do Senhor (cf. Lc 24.49; At 1.8; Mc 16.17,18). Mas essa autoridade ou poder deriva da fé no Nome de Jesus e da Sua Palavra, e não das experiências pessoais, de visões e revelações atuais. Não pode existir qualquer "nova revelação" da vontade de Deus. Tudo está na Bíblia (Ver At 20.20; Ap 22.18,19).
Se um homem diz que lhe foi revelado que a mulher deveria ter filhos pelos lados do corpo, isso não tem base bíblica, carecendo tal pessoa de autoridade espiritual. Deveria seguir o exemplo de Paulo, que recebeu revelação extraordinária, mas não a escreveu (cf. 2 Co 12.1-6).

1.3. HOMENS SÃO DEUSES!

Diz Hagin: "Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi..." (Hagin, Word of Faith, 1980, p. 14). "Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus" (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56). "Eis quem somos: somos Cristo!" (Hagin, Zoe: A Própria Vida de Deus, p.57). Baseiam-se, erroneamente, no Sl 82.6, citado por Jesus em Jo 10.31-39. "Eu sou um pequeno Messias" (Hagin, citado por Hanegraaff, p. 119).

O QUE A BÍBLIA DIZ. Satanás, no Éden, incluiu no seu engodo, que o homem seria "como Deus, sabendo o bem e o mal" (Gn 3.5). Isso é doutrina de demônio. Em Jo 10.34, Jesus citou o Sl 82.6, mostrando a fragilidade do homem e não sua deificação: "...Todavia, como homem morrereis e caireis, como qualquer dos príncipes" (v. 7). "Deus não é homem" (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Os 11.9; Ex 9.14). Fomos feitos semelhantes a Deus, mas não somos iguais a Ele, que é Onipotente (Jó 42.2;...); o homem é frágil (1 Co 1.25); Deus é Onisciente (Is 40.13,14; Sl 147.5); o homem é limitado no conhecimento (Is 55.8,9). Deus é Onipresente (Jr 23.23,24). O homem só pode estar num lugar (Sl 139.1-12). Diante desse ensino, pode-se entender porque os adeptos da doutrina da prosperidade pregam que podem obter o que quiserem, nunca sendo pobres, nunca adoecendo. É que se consideram deuses!

2. SAÚDE E PROSPERIDADE.

Esse tema insere-se no âmbito das "promessas da doutrina da prosperidade". Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza; diante disso, doença e pobreza são maldições da lei.

2.1. BÊNÇÃO E MALDIÇÃO DA LEI.

Com base em Gl 3.13,14, K.Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que são: 1) Pobreza; 2) doença e 3) morte espiritual. Ele toma emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés.

O QUE DIZ A BÍBLIA.

Paulo refere-se, no texto de Gl 3 à maldição da lei a todos os homens, que permanecem nos seus pecados. A igreja não se encontra debaixo da maldição da lei de Moisés. (cf. Rm 3.19; Ef 2.14). Hagin diz que ficamos debaixo da bênção de Abraão (Gl 3.7-9), que inclui não ter doenças e ser rico. Ora, Abraão foi abençoado por causa da fé e não das riquezas. Aliás, estas lhe causaram grandes problemas. Muitos cristãos fiéis ficaram doentes e foram martirizados, vivendo na pobreza, mas herdeiros das riquezas celestiais (1 Pe 3.7).

Os teólogos da prosperidade dizem que Cristo, na Cruz, "removeu não somente a culpa do pecado, mas os efeitos do pecado" (Pieratt, p. 132). Mas isso não é verdade, pois Paulo diz que "toda a criação geme", inclusive os crentes, aguardando a completa redenção.

2.2. O CRISTÃO NÃO DEVE ADOECER.

Eles ensinam que "todo cristão deve esperar viver uma vida plena, isenta de doenças" e viver de 70 a 80 anos, sem dor ou sofrimento. Quem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé. E não há exceções (Pieratt, p. 135). Pregam que Is. 53.4,5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.


O QUE DIZ A BÍBLIA:

"No mundo, tereis aflições" (Jo 16.33). São Paulo viveu doente (Ver 1 Co 4.11; Gl 4.13), passou fome, sede, nudez, agressões, etc. Seus companheiros adoeceram (Fp 2.30). Timóteo tinha uma doença crônica (1 Tm 5.23). Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Jesus curou enfermos, e citou Is 53.4,5 (cf. Mt 8.16,17).

No tanque de Betesda, havia muitos doentes, mas Jesus só curou um (cf. Jo 5.3,8,9). Deus cura, sim. Mas não cura todos as pessoas. Se assim fosse, não haveria nenhum crente doente. Deve-se considerar os desígnios e a soberania divina. Conhecemos homens e mulheres de Deus, gigantes na fé, que têm adoecido e passado para o Senhor.

2.3. O CRISTÃO NÃO DEVE SER POBRE.

Os seguidores de Hagin enfatizam muito que o crente deve ter carro novo, casa nova (jamais morar em casa alugada!), as melhores roupas, uma vida de luxo. Dizem que Jesus andou no "cadillac" da época, o jumentinho. Isso é ingênuo, pois o "cadillac" da época de Cristo seria a carruagem de luxo, e não o simples jumentinho.

O QUE DIZ A BÍBLIA.

A Palavra de Deus não incentiva a riqueza (também não a proíbe, desde que adquirida com honestidade, nem santifica a pobreza); S. Paulo diz que aprendeu a contentar-se com o que tinha (cf. Fp 4.11,12; 1 Tm 6.8);

Jesus enfatizou que só uma coisa era necessária: ouvir sua palavra (Lc 10.42); Ele disse que é difícil um rico entrar no céu (Mt 19.23); disse, também, que a vida não se constitui de riquezas (Lc 12.15). Os apóstolos não foram ricaços, mas homens simples, sem a posse de riquezas materiais. S. Paulo advertiu para o perigo das riquezas (1 Tm 6.7-10)

3. CONFISSÃO POSITIVA.

É o terceiro ponto da teologia da prosperidade. Ela está incluída na "fórmula da fé", que Hagin diz ter recebido diretamente de Jesus, que lhe apareceu e mandou escrever de 1 a 4, a "fórmula".

Se alguém deseja receber algo de Jesus, basta seguí-la:

1) "Diga a coisa" positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo quiser, ele receberá". Essa é a essência da confissão positiva.

2) " Faça a coisa". "Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória. De acordo com sua ação, você será impedido ou receberá".

3) "Receba a coisa". Compete a nós a conexão com o dínamo do céu". A fé é o pino da tomada. Basta conectá-lo.
4) "Conte a coisa" a fim de que outros também possam crer". Para fazer a "confissão positiva", o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer : peço, rogo, suplico; jamais dizer: "se for da tua vontade", segundo Benny Hinn, pois isto destrói a fé.

Mas Jesus orou ao Pai, dizendo: "Se é da tua vontade...faça-se a tua vontade..." (Mt 26.39,42). "Confissão positiva" se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão" (Romeiro, p. 6).


IV - A VERDADEIRA PROSPERIDADE.

A Palavra de Deus tem promessas de prosperidade para seus filhos. Ao refutar a "Teologia da Prosperidade", não devemos aceitar nem pregar a "Teologia da Miserabilidade".

1. A PROSPERIDADE ESPIRITUAL.

Esta deve vir em primeiro lugar. Sl 112.3; Sl 73.23-28. É ser salvo em Cristo Jesus; batizado com o Espírito Santo; é ter o nome escrito no Livro da Vida; é ser herdeiro com Cristo (Rm 8.17); Deus escolheu os pobres deste mundo para serem herdeiros do reino (Tg 2.5); somos co-herdeiros da graça (1 Pe 3.7); devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19); tudo isso nos é concedido pela graça de Deus.

2. PROSPERIDADE EM TUDO.

Deus promete bênçãos materiais a seus servos, condicionando-as à obediência à sua Palavra e não à "Confissão Positiva".

2.1. BÊNÇÃOS E OBEDIÊNCIA. Dt 28.1-14. São bênçãos prometidas a Israel, que podem ser aplicadas aos crentes, hoje.

2.2. PROSPERIDADE EM TUDO (Sl 1.1-3; Dt 29.29; ). As promessas de Deus para o justo são perfeitamente válidas para hoje. Mas isso não significa que o crente que não tiver todos os bens, casa própria, carro novo, etc, não seja fiel.

2.3. CRENDO NOS SEU PROFETAS (2 Cr 20.20;). Deus promete prosperidada para quem crê na Sua palavra, transmitida pelos seus profetas, ou seja, homens e mulheres de Deus, que falam verdadeiramente pela direção do Espírito Santo, em acordo com a Bíblia, e não por entendimento pessoal.


2.4. PROSPERIDADE E SAÚDE (3 Jo 2). A saúde é uma bênção de Deus para seu povo em todos os tempos. Mas não se deve exagerar, dizendo que quem ficar doente é porque está em pecado ou porque não tem fé.

2.5. BÊNÇÃOS DECORRENTES DA FIDELIDADE NO DÍZIMO (Ml 3.10,11). As janelas do céu são abertas para aqueles que entregam seus dízimos fielmente, pela fé e obediência à Palavra de Deus.

2.6. O JUSTO NÃO DEVE SER MISERÁVEL. (Sl 37.25). O servo de Deus não deve ser miserável, ainda que possa ser pobre, pois a pobreza nunca foi maldição, de acordo com a Bíblia.

CONCLUSÃO.

O crente em Jesus tem o direito de ser próspero espiritual e materialmente, segundo a bênção de Deus sobre sua vida, sua família, seu trabalho. Mas isso não significa que todos tenham de ser ricos materialmente, no luxo e na ostentação. Ser pobre não é pecado nem ser rico é sinônimo de santidade. Não devemos aceitar os exageros da "Teologia da Prosperidade", nem aceitar a "Teologia da Miserabilidade". Deus é fiel em suas promessa. Na vida material, a promessa de bênçãos decorrentes da fidelidade nos dízimos aplicam-se á igreja. A saúde é bênção de Deus. Contudo, servos de Deus, humildes e fiéis, adoecem e muitos são chamados á glória, não por pecado ou falta de fé, mas por desígnio de Deus. Que o Senhor nos ajude a entender melhor essas verdades.

Autor do texto: Pr. Elinaldo Renovato de Lima (Comentarista de revista de EBD da CPAD – Casa Publicadora das Assembléias de Deus)

BIBLIOGRAFIA.
- Bíblia Sagrada, ERC. Ed. Vida, S. Paulo, 1982.
- GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era. Abba, S. Paulo, 1993.
- HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD, Rio, 1996.
- ROMEIRO, Paulo. Super Crentes. Mundo Cristão, S. Paulo, 1993.
Texto extraído do site: www.escoladominical.com.br

terça-feira, 1 de abril de 2008

Diminuindo a distância entre o dizer e o fazer


É comum nos dias atuais, ouvirmos promessas mirabolantes por parte dos grandes caciques da política nacional, sendo proferidas pelos diversos meios de comunicação. E as promessas são tão grandes, que até o “santo” desconfia. Mas, lamentavelmente, os menos incautos são levados por esses argumentos fajutos. Uns, por não terem uma percepção mais acurada da forma demagógica de fazerem as promessas. Outros, pelo fato de terem necessidades presentes no recôndito do lar. Agora, vamos e venhamos. Por que o dizer é muito maior do que o fazer em nossos dias contemporâneos por pessoas com esse tipo de índole? Nesse singelo texto, não quero me prender a questões políticas. Cada macaco no seu galho. Quero falar um pouco sobre os principais opositores de Jesus durante o seu profícuo ministério terreno. Os fariseus faziam parte de uma das principais facções do judaísmo que causava um tremendo transtorno para o Senhor Jesus em seu ministério. Eles faziam exigências das mais impraticáveis aos seguidores dessa tendência religiosa. O Senhor Jesus os chamava de hipócritas (Lc. 12:1). Pois admitiam que os judeus devessem guardar cabalmente a Lei descrita por Moisés, só que eles mesmos (o clero farisaico), não cumpriam o que pregavam. Em (Mat. 23:27,33), Jesus os compara a sepulcros caiados e serpentes, denominação dada com consistência pelo mestre dos mestres, por condizer com uma das mais inescrupulosas práticas religiosas. Recentemente a mídia publicou um escândalo dado por um dos grandes figurões da política norte-america, considerado por alguns críticos como o campeão de hipocrisia. E, segundo uma das revistas mais notáveis de nosso país, ele “fazia do combate à prostituição sua bandeira, mas era freguês de caderno de um caríssimo clube de alegres moças. Nem o nome ele precisava dar: era o Cliente Número Nove. Flagrado, pediu desculpas e prometeu se comportar, como o moleque que roubou maçãs do quintal da vizinha”. Agora, chamando a minha e a sua atenção prezado leitor. Qual tem sido a distância entre o dizer e o fazer em nossas práticas diárias? Reflitamos nisso.
Por Evangelista José Carlos Parra