terça-feira, 8 de abril de 2008

Transferindo Culpas


Essa história é muito antiga! Quando os nossos primeiros pais ocuparam o Jardim do Éden, local destinado e escolhido por Deus para abrigar a “obra prima” da criação, lá eles foram estabelecidos para lavrar, guardar (Gn 2:15) e procriarem, com um porém, jamais tomar do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Mas, como é de seu conhecimento, a esposa de Adão, longe dos olhares do marido, e esperando chegar a um patamar de conhecimento igual a Deus, porque ela foi ludibriada e engodada pela serpente (II Co 11:3), tomou do tal fruto “proibido”. Até aí tudo bem. O próprio marido acabou cedendo, e também participando do banquete. Agora chegou o momento conturbado da situação. Deus começa a “procurar” por Adão no Jardim. Onde estás? Indaga Deus. E Adão resolve se manifestar: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me. E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses? Agora começa a sessão de esquivos. Adão mais que prontamente diz com todas as letras: “... a mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi”. Diante da confissão de Adão, Deus vai atrás do segundo possível culpado – a mulher. E Ele se depara com a seguinte confissão: “A serpente me enganou, e eu comi”. Deus vai agora atrás do terceiro possível culpado – a serpente. E nem dá oportunidade de defesa para a serpente, já vai logo proferindo a sentença: “Porquanto fizeste isso, maldita serás mais que toda besta e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás e pó comerás todos os dias da tua vida”. Eu não estava lá, e nem você, mas eu fico a imaginar, Adão deve ter olhado para Eva, e dito: “Estamos livres”. Mas foi um ledo engano. Deus se vira para o casal e começa a proferir sentenças que seriam transferidas para as próximas gerações. Que calamidade! Para a mulher Deus diz de forma severa: “... Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos... o teu marido, ele te dominará. Agora chega a vez de Adão: “Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher... maldita é a terra por causa de ti...”. Como vimos acima, a tática de tentar transferir culpas é usada desde os nossos primeiros pais. O Brasil presenciou no último dia 29 a morte da garotinha Isabella Nardoni, crime bárbaro, e eu estou torcendo, bem como, todos os brasileiros que o culpado apareça o mais rápido possível. E que a justiça tome as devidas providências cabíveis de acordo com as leis vigentes do nosso país. Não quero aqui em hipótese alguma, culpar alguém, mas que as escusas já começaram, isso eu posso afirmar. Agora, de uma coisa estou certo. A justiça fará de tudo para acarear as coisas. E se porventura isso não acontecer, tem um Deus que tudo vê (Sl 139:2) , e Ele um dia chamará essa pessoa para uma prestação de contas. Que a justiça seja feita. Deus te abençoe.
Por Evangelista José Carlos Parra

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